SIGNIFICADO DE XAMANISMO:

O que é Xamanismo:

Xamanismo é um conjunto de crenças ancestrais que engloba práticas de magia evocações para estabelecer contato com o mundo espiritual.

O xamanismo é uma percepção religiosa que confere ao xamã, a capacidade de entrar em transe e se conectar com o mundo espiritual. Essa conexão o capacita para curar doenças, influenciar a natureza, facilitar a caça, adivinhar segredos, predizer o futuro, afastar o mal ou exercer funções de um sacerdote.

O xamã consegue fazer uma viagem a outro mundo, através da recepção de uma natureza transcendental ou através da sua transformação em outro ser.

Essas manifestações são características dos povos siberianos da Ásia setentrional, porém em tribos indígenas de todo o mundo a essência dessas manifestações são semelhantes, com base na observação dos sinais da natureza e na intervenção de um xamã.

Apesar de o verdadeiro xamanismo ter sido desenvolvido entre diversos povos da Sibéria e Ásia Central, na América, no Sudeste da Ásia e na Oceania existem práticas religiosas intimamente ligadas com ele.

O xamã é o líder espiritual em quem as comunidades reconhecem capacidades sobrenaturais. É uma figura poderosa que estabelece uma ponte entre o mundo natural e o espiritual. A ele são atribuídos poderes de magia, profecia e cura.

Esse conjunto de práticas se transformou em uma filosofia de vida, através da qual as pessoas buscam equilíbrio, conhecimento, tranquilidade, bem-estar físico e espiritual. A sabedoria milenar e os ensinamentos passados através de gerações levam o praticante a experimentar uma transformação interior.

As novas vertentes do xamanismo denominadas neo-xamanismo ou xamanismo urbano são baseadas no conhecimento das antigas tradições que entram em harmonia com o mundo atual. As práticas e técnicas usadas no xamanismo incluem danças, canções, batidas de tambores e outros instrumentos musicais, meditação, discussão, partilha de conhecimentos, testemunhos e histórias.

No Brasil, as práticas xamânicas são habituais nas tribos indígenas, tendo como xamã o pajé.

Xamanismo e animais

Os animais têm uma grande relevância no mundo do xamanismo, pois de acordo com essa prática, um indivíduo pode descobrir o animal guardião que existe no interior de cada um. Esse animal guardião pode também ser conhecido como animal de poder, aliado totem, nagual ou espírito protetor.

Cada um desses animais possui características diferentes. por exemplo, o lobo representa aptidões sociais, fidelidade, generosidade, amor e capacidade de ensinar. O urso está relacionado com o inconsciente, e representa os instintos. A coruja representa o caminho para a sabedoria e em algumas tradições pode ser portadora de boas ou más notícias.

A FÉ É GERADA PELA PALAVRA: TEXTO:( TIAGO 2:14 )

“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?” – Tiago 2:14.

O último ingrediente da fé é o AGIR. Depois de ouvir, receber, crer e falar, agora é hora de agir conforme tudo o que foi formado dentro de você!

Aparentemente há uma contradição entre Paulo e Tiago: salvação vem apenas por fé, mas a fé sem obras é morta… Na verdade os textos e autores se complementam: salvação vem por fé, mas uma fé operosa TEM QUE MANIFESTAR ações que a respaldem.

Uma característica marcante de povos colonizadores é que eles não têm dúvidas acerca de quem são e de sua importância perante o mundo. Suas ações correspondem à consciência que carregam. Isso soa, para os que cresceram sujeitos à uma mentalidade de colonizado, como arrogância, o que de fato não é!

Aquele que crê manifesta em suas palavras e atitudes o que está crendo, não como uma possibilidade, mas como uma certeza. Se não há certeza, não há fé, não há atitudes que vão estabelecer algo.

Somente ações em fé podem estabelecer as promessas dadas por Deus! Eis outro segredo: se suas decisões (e por conseguinte, ações) não estão PREENCHIDAS com fé (fé é a substância que preenche e dá forma ao que não existe), não passarão pelo teste das provações.

Oro para que mediante a Palavra de Deus, e mediante a aplicação destas verdades compartilhadas, sua fé cresça a se fortaleça!

TRANSTORNOS DO HUMOR:

O QUE SÃO TRANSTORNOS DO HUMOR?

É uma doença que se caracteriza pela alternância de humor: ora ocorrem episódios de euforia (mania), ora de depressão, com períodos intercalados de normalidade. Com o passar dos anos os episódios repetem-se com intervalos menores, havendo variações e existindo até casos em que a pessoa tem apenas um episódio de mania ou depressão durante a vida. Apesar de o Transtorno Bipolar do Humor nem sempre ser facilmente identificado, existem evidências de que fatores genéticos possam influenciar o aparecimento da doença.

Muitas vezes o paciente não percebe que tem esta enfermidade, e é necessário que familiares e amigos estejam bem informados, e saibam reconhecer alguns dos seus sintomas para poderem encaminhá-lo a um tratamento adequado A pessoa com Transtorno Bipolar do Humor pode apresentar grandes oscilações no seu estado de humor, atrapalhando muito o andamento de sua vida no trabalho, nas relações afetivas e familiares.

A EUFORIA

(Ou mania) É um estado de exaltação do humor, com aumento de energia, sem qualquer relação com o momento que o indivíduo está vivendo. Nesse período do transtorno bipolar, o paciente não está deprimido nem alegre por motivo especial, mas apresenta humor eufórico ou irritável. Em geral, a mudança do comportamento na euforia é súbita, mas o indivíduo não percebe sua alteração ou a atribui a algum fator do momento. O senso crítico e a capacidade de avaliação objetiva das situações ficam prejudicados ou ausentes.

QUE TIPOS DE TRANSTORNOS DO HUMOR EXISTEM?

Os transtornos do humor podem ter freqüência, gravidade e duração variáveis. Portanto, a depressão pode ser única ou recorrente (repetir-se várias vezes), de intensidade leve, moderada ou grave e durar semanas, meses ou anos. Se os sintomas persistirem por anos são chamadas de crônicas. Se for leve ou moderada, a pessoa ainda consegue realizar suas atividades, com esforço, algo impossível se ela for grave. A maioria das pessoas que sofre de depressão não acha que está doente porque não está gravemente deprimida, ou seja, incapacitada, desesperada ou angustiada. A distimia é um tipo de transtorno do humor com sintomas depressivos mais leves que da depressão, porém duradouros e oscilantes, em que predominam irritabilidade e mau-humor.

Freqüentemente é confundida com a personalidade da pessoa e costuma evoluir para depressão.
Basta uma única fase de hipomania ou mania, precedida ou não de qualquer tipo de depressão acima mencionado, para diagnosticar transtorno do humor bipolar. Depois da primeira (hipo)mania geralmente alternam-se depressões e euforias de intensidade variável.

Existem 4 tipos de transtorno bipolar. Se houve pelo menos um período de mania ou estado misto é bipolar tipo I; quando só aconteceram hipomanias – crises de euforia mais leves que mania – bipolar tipo II. O estado misto caracteriza-se pela superposição ou alternância num mesmo dia de sintomas depressivos e eufóricos importantes. Na ciclotimia se alternam durante anos sintomas de depressão e de euforia ainda mais leves, que duram apenas alguns dias. Pode ser confundida com um jeito de ser “instável”, “cheio de altos e baixos” e freqüentemente antecede sintomas depressivos e eufóricos mais graves.

Se a depressão, a mania ou o estado misto estiverem acompanhados de alucinações (sentir, ver ou ouvir algo que não existe) ou delírios (pensar algo irreal, como achar-se culpado de coisas que não fez, que está sendo perseguido, que possui poderes especiais, etc. ) trata-se do sub-tipo psicótico.

O transtorno do humor bipolar também pode ser chamado de transtorno afetivo bipolar ou doença maníaco-depressiva.

COMO TRATAR ALGUÉM COM TRANSTORNO BIPOLAR?

O aparecimento do transtorno bipolar se deve a uma combinação de fatores, em que aspectos biopsicosociais desempenham papel importante no desencadeamento da doença. Assim sendo, tratamentos medicamentosos, orientação sobre a doença e psicológicos estão indicados. O segredo está no encontro da combinação ideal para cada paciente.

ORIENTAÇÃO PSICOEDUCACIONAL

Se o remédio não for tomado, de nada adianta receitá-lo. Para aumentar o sucesso do tratamento é preciso esclarecer o paciente e familiares sobre os sintomas da doença, suas causas, como ela pode seguir durante a vida da pessoa, quais os riscos, que atitudes tomar durante a depressão e na mania, como se preparar para as recorrências e assim por diante. Alguns aspectos são fundamentais. Em primeiro lugar, estará sendo tratado o diagnóstico de transtorno bipolar, não apenas sintomas depressivos ou eufóricos. Levando em consideração que a doença é para a vida toda, podendo hibernar por meses ou anos, o tratamento deve ser planejado para atender as necessidades a curto, médio e longo prazos.

Na orientação acerca da doença também deve ser abordado o preconceito. Resolver dúvidas ajuda a diminuí-lo, mas só o tempo poderá eliminá-lo de vez. Infelizmente pacientes e famílias sofrem durante anos acumulando ressentimentos, queda do poder aquisitivo, atraso na formação, antes da aceitação do diagnóstico e do tratamento.

Outra questão a ser aprendida é como lidar com uma nova crise. Cuidar da decepção, da frustração, da desesperança e além disso prevenir conseqüências prejudiciais são fundamentais na recuperação.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

Existem vários tipos de substâncias usadas no tratamento do transtorno bipolar, dependendo do estado em que o paciente se encontra: estabilizadores do humor, antidepressivos, antipsicóticos e tranqüilizantes. Para tratar uma crise de depressão pode ser necessário o uso de antidepressivos, se os estabilizadores do humor não forem suficientemente eficazes; numa (hipo)mania apenas estabilizadores do humor podem resolver ou se adiciona antipsicóticos e tranqüilizantes. Estes são os tratamentos de fase aguda.

Quando a pessoa já teve pelo menos 3 crises ou uma muito séria e tem o diagnóstico de transtorno bipolar do humor, é aconselhável não adiar o tratamento de manutenção, para evitar ou reduzir a gravidade de novos períodos de doença. Os estabilizadores do humor podem bastar para controlar uma (hipo)mania ou estado misto, mas são os remédios ideais para o tratamento de manutenção ou preventivo de novos episódios do transtorno bipolar.

É importante lembrar que mesmo a curto prazo, o efeito dos medicamentos na depressão, na (hipo)mania ou no estado misto leva pelo menos duas a quatro semanas para ser significativo. A melhora completa pode levar alguns meses e depois disso é necessário manter as medicações usadas na fase aguda da doença por mais algumas semanas ou meses, dependendo da gravidade. Depois de melhorar por completo, não apenas parcialmente, o paciente segue para a fase de manutenção.

Nesta fase normalmente a pessoa se sente bem e corre o risco de descuidar do rigor no tratamento medicamentoso. Da mesma maneira como acontece na hipertensão arterial ou no diabetes, a pessoa se sente bem por estar tomando remédios. Ela não pode parar sem o consentimento do médico achando que está curada.

Felizmente dispomos hoje em dia de vários remédios que podem controlar o transtorno bipolar do humor, de tal modo que se a pessoa não puder tomar algum deles ou não se beneficiar o suficiente, é possível trocá-los ou fazer combinações entre eles. Serão mencionados somente os disponíveis no Brasil.

Estabilizadores do humor são os remédios mais importantes e devem ser usados a partir do diagnóstico de transtorno bipolar. Controlam o processo de ciclagem de um episódio a outro, reduzindo a quantidade de depressões e (hipo)manias e a gravidade delas. Eles variam entre si no efeito antidepressivo e antimaníaco. Os mais estudados e bem conhecidos são o carbonato de lítio, a carbamazepina e o ácido valpróico. Com exceção do lítio, todos eles são também usados como anticonvulsivantes (remédios para tratar epilepsia).

Antidepressivos são o tratamento indicado para as depressões. No paciente com transtorno do humor bipolar o médico primeiro introduz o estabilizador do humor e se não melhorar associa um antidepressivo. Esta cautela reduz o risco de ciclagem para euforia, que os antidepressivos podem desencadear. Se isso acontecer, demorará mais para controlar a doença a longo prazo.

Antipsicóticos são medicamentos de efeito antimaníaco e antipsicótico. Podem ser usados durante um episódio de depressão, mania ou estado misto se houver sintomas psicóticos.

ELETROCONVULSOTERAPIA (ECT)

A ECT é um dos tratamentos antidepressivos e antimaníacos mais eficazes, indicado nos extremos da mania e da depressão, para prevenir exaustão ou suicídio, pelo rápido tempo de ação. Inclui aplicar pequenas correntes de energia durante rápida aplicação de anestesia geral, para obter uma convulsão de alguns segundos de duração. Jamais deve ser considerado tratamento de última escolha, prolongando inutilmente o sofrimento pela falta de melhora com os medicamentos. É o mais seguro em gestantes e idosos e pode salvar a vida do paciente.

TRATAMENTOS PSICOLÓGICOS

O tratamento medicamentoso é básico, mas o transtorno bipolar não é meramente um problema bioquímico, também psicológico e social. Entrar em contato com os sintomas do transtorno bipolar causa sofrimento e pode ser traumatizante para o paciente e a família. O medo de como isso vai afetar sua vida, o preconceito, a aceitação do diagnóstico requerem atenção psicológica. Para aceitar é necessário conhecer a doença a ponto de diferenciar seus pensamentos e sentimentos e fazer decisões baseado em conhecimento e não em emoções, como medo ou raiva da doença. Tratamentos psicológicos procuram fornecer boas informações, orientação e motivação em um ambiente de apoio e confidencial.

Há vários tipos, dependendo da necessidade específica de cada paciente, como psicoterapias individual ou grupal, terapia familiar ou conjugal e orientação psicoeducacional, como mencionado anteriormente.

Durante o curso do tratamento o paciente costuma enfrentar recorrências, pois o manejo medicamentoso pode demorar até ser acertado. Tais experiências trazem desapontamento, dúvidas sobre o tratamento, sentimentos de culpa e de revolta. Na psicoterapia e na orientação sobre a doença é possível encontrar esclarecimento e apoio necessários para superar cada novo obstáculo que a doença impõe.

PROBLEMAS QUE COMPROMETEM O RESULTADO TERAPÊUTICO

A magnitude das conseqüências depende da combinação de uma série de fatores: idade de início (quanto mais cedo, mais compromete os estudos e a formação profissional), gravidade dos sintomas, quantidade de episódios, tratamento adequado, aceitação do tratamento, apoio familiar, associação com alcoolismo ou abuso de drogas (praticamente impossibilita o tratamento), associação com outras doenças, características de personalidade (fragilidade, imaturidade, dependência), problemas persistentes considerados sérios pela pessoa.

COMO A FAMÍLIA E AMIGOS PODEM AJUDAR?

Antes de mais nada é necessário conhecer a doença e o tratamento do transtorno bipolar do humor. Mesmo assim, cada novo episódio representa um desafio, porque se misturam problemas individuais, questões pendentes, características de cada família.

O apoio ao tratamento é fundamental para ajudar o paciente em momentos difíceis a manter os medicamentos na dose certa e no horário prescrito. Bastam alguns dias sem tomar a medicação ou tomando menos que necessário para que entre em nova crise. Compreender os sintomas não como seu jeito de ser, mas como doença, alivia muito e reduz o sentimento de culpa no deprimido. O doente em euforia requer firmeza e paciência, porque o relacionamento se torna mais desgastante. Ele pode recusar as orientações da família, alegando que agora toda vez que se sentir feliz e de bem com a vida logo pensam que está em mania. A intervenção junto ao médico antes que perca a autocrítica previne conseqüências piores ou eventual internação.

– se os medicamentos estiverem causando efeitos colaterais muito incômodos e o paciente mencionar que quer parar com tudo isso, o médico deve ser informado;

– detectar com o paciente os primeiros sinais de uma recaída; se ele considerar como intromissão, afirmar que é seu papel auxiliá-lo;

– falar com o médico em caso de suspeita de idéias de suicídio e desesperança;

– compartilhar com outros membros da família o cuidado com o paciente;

– estabelecer algumas regras de proteção durante fases de normalidade do humor, como retenção de cheques e cartões de crédito em fase de mania; auxiliar a manter boa higiene de sono;

– programar atividades antecipadamente.

– mesmo depois da melhora, há um período de adaptação e desapontamento; é importante não exigir demais e não superproteger; auxiliá-lo a fazer algumas coisas, quando necessário;

– evitar chamar o paciente de louco ou demonstrar outros sinais de preconceito, que favorecem o abandono do tratamento; tratá-lo normalmente e apontar sintomas com carinho;

– aproveitar períodos de equilíbrio para diferenciar depressão e euforia de sentimentos normais de tristeza e alegria.

COMO O PACIENTE PODE SE AJUDAR?

A pessoa mais interessada no próprio bem-estar é quem está doente. O paciente com transtorno bipolar do humor tem uma doença que costuma durar a vida toda, que se mantém sob controle com tratamento adequado. Cabe a ele o esforço de manter o tratamento: é ele quem toma os medicamentos – ou não. Ninguém pode forçá-lo, a não ser em situações que ponham em risco a sua segurança ou a de outros. Portanto, se você é portador do transtorno bipolar:

– comprometa-se com o tratamento – discuta dúvidas com seu médico, eficácia dos estabilizadores do humor, intolerância a efeitos colaterais, etc.;

– mantenha uma rotina de sono; mudanças no sono ou redução do tempo total de sono podem desestabilizar a doença; converse com seu médico, caso precise mudar o hábito de dormir; – evite álcool e drogas; além de interagirem com algumas medicações, também agem no cérebro, aumentando o risco de desestabilização da doença; se tiver insônia ou inquietação, não se automedique – converse com seu médico;

– evite outras substâncias que possam causar oscilações no seu humor, como café em excesso, drinques, antigripais, antialérgicos ou analgésicos – eles podem ser o estopim de novo episódio da doença;

– enfrente os sintomas sem preconceito – discuta com seu médico sobre ele;

– se não estiver podendo trabalhar, “não queime o filme” – é mais sensato tirar uma licença, conversar com a família ou com o patrão, e se permitir convalescer;

– lembre-se: você está bem por tomar a medicação; se parar de tomá-la, mesmo após 5 ou 10 anos, os sintomas podem voltar sem prévio aviso; é preciso manter-se alerta para o aparecimento dos primeiros sinais, como insônia e irritabilidade;

– há indícios de que quanto mais crises da doença a pessoa tiver, mais ela continuará tendo, por isso, procure participar ativamente do tratamento;

– descubra seus sintomas iniciais de nova crise depressiva ou maníaca – tome nota e avise imediatamente seu médico;

– aproveite períodos de bem-estar para redescobrir como você de fato é; como são os sentimentos de tristeza, alegria, disposição e como você lida com seus problemas;

– quanto mais você conhecer a doença, melhor você poderá controlar os sintomas no período inicial; proteja-se: evite estímulos de risco em potencial, como decisões importantes, relações sexuais sem preservativos, projetos ambiciosos, gastos – ponha seus planos no papel e espere para executá-los quando se reequilibrar; procure canalizar hiperatividade ou idéias negativas para atividade física ou manual; se estiver deprimido, dê-se um empurrão, pois a iniciativa está em baixa;

– procure e aceite ajuda da família e dos amigos quando perceber que não consegue se cuidar sozinho.

– é comum querer parar o tratamento, ou porque vai tudo bem, ou porque não está dando certo; procure conversar com outras pessoas com o mesmo problema, que já passaram por isso; lembre-se de como era seu sofrimento; discuta com a família se valeria a pena buscar uma segunda opinião sobre o diagnóstico e o tratamento.

Temporariamente o paciente pode ficar inapto a se tratar adequadamente. Nestas fases a intervenção amiga da família é fundamental.

Há quem considere que o transtorno bipolar do humor “é como um animal selvagem em sua mente, pronto para escapar a qualquer momento”, e que precisa de grades fortes para ser contido. Às vezes a porteira se abre um pouco e ele volta a ameaçar – o importante é não deixá-lo à solta. A luta a ser travada com esse animal é longa e difícil, mas vale a pena – vale o resgate da própria vida.

SIGNIFICADO DE PROJEÇÃO EM PSICOLOGIA:

A complexidade da rica estrutura mental humana pode nos levar a situações e lugares desconfortáveis às vezes. Por isso que é tão comum a gente abrir mão desse desconforto para que possamos evitar ao máximo qualquer tipo de sofrimento. Por isso, vamos entender melhor o significado de projeção em Psicologia e como se manifesta em nossas vidas.

O que é projeção?

A projeção se trata de um mecanismo de defesa psíquico para que possamos nos proteger daquilo que a gente não pode lidar. Com isso, podemos montar, de forma involuntária, estratégias que nos desviam daquilo que a gente não pode pensar ou trabalhar agora. Assim, podemos aliviar a ansiedade, os sentimentos de culpa ou dolorosos que surgem desse conflito.

No momento em que ela se ativa, a gente passa a perceber pensamentos e sensações desagradáveis como se pertencessem a outra pessoa. Em vez de assumirmos como nossos, indicamos ser de outro alguém para aliviar nossa carga emocional.

De acordo com os psicólogos, esse é um mecanismo primitivo de proteção que se manifesta já na nossa infância. À medida que a gente cresce, podemos construir meios sofisticados de utilizar dessa ferramenta, principalmente quando adultos, para trabalhar nossas emoções.

Já somos adultos para isso

Acima, a gente mencionou que os adultos se valem de maneira mais inteligente do uso da projeção em suas vidas. Contudo, nessa fase a gente deveria ser perfeitamente capazes de trabalhar as nossas crises e ter responsabilidades próprias. Quando um psicólogo pode intervir, o seu apoio é suficiente para que uma pessoa consiga reconhecer e aprender a trabalhar suas pendências sem esse escape.

Nisso, quando a gente reconhece esse movimento natural, nos mostramos mais lapidados para lidar com nossas emoções conflitantes. Assim, não temos que projetá-los em outras pessoas, criando relacionamento mais sadio e funcionais com outras pessoas. Embora seja normal projetar aspectos negativos de nossa psique em alguém, a gente precisa ser proativos para deixar que isso se dilua.

Origens e contraprojeção

Giambattista vico é visto como precursor do princípio da projeção, junto com uma formulação dada pelo escritor grego Xenófanes. Ludwig Feuerbach se valeu desse conceito para criar uma base crítica a respeito da religião.

Indo na contramão, ao se abordar o trauma psicológico, o mecanismo de defesa pode criar a contraprojeção, o seu oposto. Em suma, se trata de um esforço para manter a posição recorrente desse trauma. Nisso, surge a obsessão compulsiva na percepção do indivíduo que causou o trauma ou a sua projeção.

De acordo com Cal Jung “todas as projeções provocam contra-projeção quando o objeto está inconsciente da qualidade projetada pelo sujeito”. Por sua vez, Nietzsche diz que “Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não se tornar também um monstro. Pois quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo também olha para você”.

Os mecanismos de defesa

A projeção não é a única válvula de escape, de modo que haja outros mecanismos de defesa recorridos pela mente. Os comumente observados em diversos casos são:

Atuação

A atuação se mostra como um comportamento inconsciente e impulsivo que visa substituir a angústia que as palavras não traduzem. Nisso, o conflito que existe não vai se resolver pela elaboração e reflexão. Quando evacuamos de forma impulsiva o que sentimos, a angústia tem mais chance de ser trabalhada.

Compartimentalização

A compartimentalização é o ato de separar sentimentos e pensamentos relacionados, fazendo com que se influenciem, em vez de alinharem. Pense na conservação de um código moral criado em bases religiosas e que é separado de um código de negócios. Sendo mais simplista, esse mecanismo de defesa diminui a tensão que existe entre a consciência sobre as contradições pessoais e íntimas.

Dissociação

Por sua vez, a dissociação se mostra como a divisão da personalidade em processos mentais menores que agem independente da personalidade. Nesse caminho, a parte separada age como se fosse outro alguém, distante do controle consciente da pessoa em si. Daí surge, por exemplo a dupla personalidade, sonambulismo e até amnésia.

Negação

Como o próprio nome sugere, a negação é a recusa a respeito de um evento passado. Na prática, o indivíduo passa a agir como se nada tivesse ocorrido, agindo estranhamente em seu cotidiano comum.

Regressão

Já a regressão faz com que retornemos a uma postura infantil em vez de adulta diante de uma situação problemática. Isso se mostra bastante comum em ocasiões de estresse, fazendo até com que a pessoa seja agressiva enquanto regride.

Sequelas

O estudo da projeção na Psicanálise indica que essa ferramenta, embora acessível, também é sensível e traz sequelas se descontrolada. Entenda que enquanto se esforça para afastar um mal pode facilmente abrir caminho para outros. São exemplos de problemas:

  • Obsessões;
  • Ansiedade;
  • Histeria;
  • Neuroses;
  • Fobias e etc.

O caminho então se mostra o esforço contínuo para trabalhar adequadamente aquilo que nos provoca tormento. Não é fácil, pois facilmente nos sentimos impotentes e incapazes de fazer algo tão acessível quanto enviar a responsabilidade para alguém. Todavia, o uso descontinuado desse mecanismo contribui ao polimento de sua postura para contribuir diretamente à sua reabilitação e responsabilização saudável de si.

Quando paramos de empurrar

Como dito linhas acima, o uso da projeção é vigoroso porque é bem mais fácil nos livrar daquilo que nos machuca sem nos envolver. O problema acontece quando passa a ser uma reação imediata que nos impede de processar a realidade da vida. Dessa forma, entenda que não é escapando do que sente e jogando fora que viverá bem daqui em diante.

Em vez de empurrar as suas emoções e pensamentos conflitantes para fora, os abrace e puxe para dentro. Sabemos que pode parecer absurdo, mas o primeiro passo da liberdade vem quando assumimos tudo aquilo que vivenciamos e fizemos. O amadurecimento de cada lição permite que você alimente a sua resiliência, encaixando por completo cada setor de sua vida.

Assim, uma vida emocional mais saudável só é possível quando paramos de nos desviar dos nossos problemas. Para cada página que se abre, busque lê-la e vivê-la até o fim, isso para que alcance a moral de cada história. Ninguém além de você é responsável pelo que sua mente absorve.

Exemplo de projeção

Certamente você já brigou com algum amigo e claro que já teve uma discussão bem feia com algum deles. Em seguida surge o sentimento de raiva, algo que passou a incomodar bastante você. Acontece que em vez de reconhecer esses sentimentos negativos, você os negou, afirmando que seu amigo é quem está com raiva de você.

Nisso, passa a condenar tais sentimentos, afirmando o quanto são inadmissíveis, porém sem colocar esses defeitos em si mesmo. Sem perceber você iniciou e concluiu o ato de projeção, se abstendo da carga ruim que alimentou na briga. Para se livrar do peso, atribuiu ao seu amigo o sentimento de raiva que você mesmo sentiu quando brigaram anteriormente.

Em vez de focar no outro, admitir que tudo parte de você contribui para amenizar o peso que sente no âmago do seu ser. A reconciliação seria ainda melhor, mas talvez não seja frutífera se escondemos de nós mesmos o que representamos.

A projeção se revela como uma válvula de escape, transmitindo ao outro tudo aquilo que portamos em nosso interior. É uma forma imediata de cessar um incômodo, fazendo com que a responsabilidade por essa instância seja remanejada.

Entenda como trabalhar o seu fluxo emocional a fim de lidar melhor com os pesos de sua alma. Tenha em mente que se a melhora não for alcançada por você ninguém mais deverá fazer isso.

CONFORTO NAS PERSEGUIÇÔES: TEXTO:( SALMOS 56:1-13 )

Salmo de Davi onde ele mistura suas queixas com suas orações. É engraçado como ele enfrenta as adversidades que vem sobre ele. Ele entende que Deus está no controle de tudo, mas não entende por que tem de ser perseguido e viver assim encurralado não tendo feito nada que merecesse isso.Então ele invoca a Deus e apresenta suas queixas. Ele não cobra nada de Deus como se Deus lhe fosse um devedor de bênçãos. As bênçãos de Deus não são dívidas, mas dádivas gratuitas dele para nós, no presente momento. Saul o perseguia como louco. Satanás tinha em mente somente uma coisa destruir aquele que era o portador da semente messiânica, por isso, ferozmente e cruelmente o perseguia e tentava o oprimir de forma que ele pudesse se desesperar e cair em seus laços.Davi era o escolhido de Deus e bem poderia ter se levantado contra Saul e o derrotado, mas sua visão não era comum, humana. Ele temia a Deus e isso fez a diferença. Quem iria cuidar de Saul e exterminá-lo não seria ele, apesar de todas as promessas, mas o próprio Deus, no seu tempo certo. Veja que o texto fala com propriedade sobre a introdução deste salmo além de procurar contextualizá-lo para melhor aprendermos com o Espírito Santo. Ele fala de Aquis, conforme Samuel: I Sm 21:10 Levantou-se Davi, naquele dia, e fugiu de diante de Saul, e foi a Aquis, rei de Gate, e do comportamento estranho de Davi se fazendo passar por louco. Isso tudo por que fugia de Saul. Neste salmo, Davi mistura queixa com a oração e suprime a angústia de sua mente pela meditação sobre a misericórdia de Deus. Ele ora para que possa experimentar a ajuda divina sob as perseguições a que foi submetido por Saul e seus outros inimigos; e expressa sua confiança no sucesso. É possível, no entanto, que o salmo tenha sido escrito depois dos perigos a que ele alude foi passado e em ação de graças por uma libertação que ele já havia recebido.

ALGUNS SEM SABER HOSPEDARAM ANJOS; O QUE A BÍBLIA DIZ A RESPEITO?

A Bíblia diz que alguns, sem saber, hospedaram anjos. Isso significa um indicativo da extensão e importância da hospitalidade. Foi o escritor de Hebreus quem escreveu: “Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber hospedaram anjos” (Hebreus 13:2).

No capítulo 13 de Hebreus o escritor bíblico faz uma exposição acerca de certos deveres sociais e espirituais que devem estar presentes na conduta cristã. Nos primeiros versículos, o autor enfoca a expressão do amor na vida em sociedade. Ele fala desse amor e suas implicações éticas e práticas, em diferentes aspectos.

Primeiro, o escritor de Hebreus fala da necessidade do amor entre os irmãos na fé. Assim ele escreve: “Seja constante o amor fraternal” (Hebreus 13:1). O autor chama a atenção para a responsabilidade que todo cristão possui de cuidar uns dos outros.

Mas imediatamente em seguida ele traz ao texto mais uma extensão desse amor: a hospitalidade. Se no primeiro versículo ele incentiva o amor para com os irmãos, agora ele também diz que esse mesmo amor deve ser estendido de forma prática para com os estranhos. Ele diz que o cristão deve se importar com aqueles que precisam de abrigo e alimento.

Ao dizer que alguns “sem o saber hospedaram anjos”, obviamente o autor tem em mente a hospitalidade aos desconhecidos. É possível que aqui estejam inclusos tanto cristãos (talvez fugitivos de perseguições) quanto não cristãos.

Naquela época a questão da hospitalidade era muito mais complicada do que na atualidade. As viagens eram muito demoradas e desgastantes. Como não existiam hotéis, restavam apenas estalagens. As estalagens eram caras, frequentemente não tinham vagas, além de serem conhecidas pela insegurança. Por isso os viajantes dependiam muito da hospitalidade de moradores locais para ter um abrigo.

Depois, o autor bíblico também diz que esse amor deve se estender aos encarcerados; além de ser revelado no apoio aos que são maltratados (Hebreus 13:3). A ideia principal nesses versículos é que o amor deve ser expresso de forma prática entre os crentes, mas também deve romper as fronteiras do círculo cristão. Essas atitudes de certo modo servem para revelar o Evangelho de Cristo e trazer glória a Deus.

Quem hospedou anjos na Bíblia?

Quando o escritor de hebreus diz que alguns “sem o saber hospedaram anjos”, possivelmente ele está se referindo a alguns exemplos bíblicos de quando isso ocorreu. O livro de Genesis  registra a ocasião em que Abraão e Sara hospedaram três homens. Dois deles eram anjos, e um era uma manifestação pré-encarnada do próprio Senhor (Gênesis 18:1-15). No começo Abraão não sabia quem eram os três homens; somente mais tarde ele descobriu o quão ilustres eram seus hóspedes.

Depois, os mesmos dois anjos que, em forma humana, foram recebidos por Abraão, partiram para a cidade de Sodoma onde vivia Ló. Ali o sobrinho do patriarca também os acolheu (Gênesis 19:1-22).

Alguns comentaristas também incluem na lista daqueles que hospedaram anjos Gedeão e Manoá, o pai de Sasão Na verdade esses dois homens receberam a visita do Anjo do Senhor que interagiu com eles durante um tempo sem que sua identidade fosse revelada (Juízes 6:11-24; 13:6-20). Nesses dois casos o que ocorreu foi uma teofania, isto é, uma revelação visível do próprio Deus (assim como ocorreu no já citado caso de Abraão).

Aqui é importante entender que o escritor bíblico não está afirmando que quem pratica a hospitalidade acabará hospedando anjos em algum momento. Na verdade seu objetivo nem mesmo é usar os exemplos de pessoas que hospedaram anjos como um incentivo maior para que o cristão cumpra seu dever social quanto à hospitalidade.

Ao dizer que alguns hospedaram anjos sem saber, o escritor de Hebreus aponta para a grandeza e a proporção inesperada que um simples ato de bondade pode alcançar. Também vale lembrar que a palavra anjo significa “mensageiro”. Talvez isso nos faça pensar que embora nunca hospedemos anjos no sentido literal, muitas vezes uma pessoa que, por ventura, acolhemos, acaba se mostrando ser um mensageiro de benção para nossas vidas.

TIPOLOGIA NARRATIVA:

As tipologias textuais são os tipos de textos criados em determinados contextos e que vão depender da intenção e necessidade de comunicação das pessoas.

A tipologia textual é dividida em cinco tipos de textos:

  1. tipologia narrativa (narração): contar uma história incluindo tempo, espaço e personagens envolvidos.
  2. tipologia descritiva (descrição): descrever uma pessoa, um objeto, um local, um acontecimento.
  3. tipologia dissertativa (dissertação): defender uma ideia e expor uma opinião através de argumentações.
  4. tipologia expositiva (exposição): apresentar um conceito, uma ideia, ou informar sobre algo.
  5. tipologia injuntiva (injunção): ensinar ou instruir sobre algo com o objetivo de levar a uma ação.

Tipologia narrativa (narração)

A narração significa contar uma história, acontecimentos e ações de personagens dentro de um espaço e um tempo determinado.

Através de um enredo (história) é relatado por um narrador os acontecimentos e ações de maneira linear ou não linear.

Assim, se o enredo seguir uma sequência cronológica, trata-se de um enredo linear. Do contrário, se existir uma mistura entre o passado, o presente e o futuro, estamos diante de um enredo não linear.

Para facilitar o entendimento, podemos resumir os elementos da narrativa da seguinte forma:

O quê? – revela a história, o assunto central da trama.

Quem? – são as personagens envolvidas na trama e que podem ser principais (protagonistas) e secundárias (coadjuvantes).

Quando? – indica o momento em que a história se passa.

Onde? – representa o local (espaço) onde a narrativa ocorre, que podem ser ambientes físicos ou psicológicos.

Por quem? – aquele que conta a história é o narrador (foco narrativo). Ele pode fazer parte da história (narrador personagem) ou não participar dela (narrador observador ou narrador onisciente).

Características da tipologia narrativa

  • revela a sequência de acontecimentos de uma história;
  • os fatos e as ações são relatados por um narrador (foco narrativo) que participa ou não da trama;
  • presença de personagens principais (protagonistas), que aparecem com maior frequência e são mais importantes na história, e personagens secundários (coadjuvantes);
  • marcação de tempo (tempo cronológico) através de datas e momentos históricos, ou o tempo individual de cada personagem (tempo psicológico);
  • indicação do local onde se desenvolve a história e que podem ser físicos (reais ou imaginários) ou psicológicos (na mente das personagens).

Exemplos de textos da tipologia narrativa

Os principais exemplos de textos narrativos são:

  • crônicas
  • contos
  • romances
  • fábulas
  • novelas

Esses tipos de narração contém todos os elementos da narrativa: um enredo contado por alguém (narrador), um espaço e um tempo definido, além de incluir personagens na trama.

Tipologia descritiva (descrição)

A descrição representa o ato de descrever algo e que pode ser uma pessoa, um objeto, uma paisagem, um local.

Quando utilizamos a tipologia descritiva, buscamos apresentar as principais características de algo, e isso pode ser feito de duas maneiras: descrição objetiva e descrição subjetiva.

Na descrição objetiva não há um juízo de valor, uma opinião, ou mesmo impressões subjetivas sobre o que está sendo observado. A imparcialidade (visão neutra) é uma das principais características desse tipo de descrição. Ela busca apontar de maneira muito realista e verossímil os atributos de algo (alto, baixo, claro, escuro, longo, curto).

Já na descrição subjetiva, a opinião, as apreciações e as emoções de quem está descrevendo aparece de forma muito nítida, que pode surgir pelo uso de muitos adjetivos. Nesse caso, o objetivo é valorizar a forma do texto com o intuito de influenciar os leitores através de um juízo de valor sobre o que está sendo observado.

Veja abaixo exemplos das descrições objetiva e subjetiva:

Descrição objetiva: A Basílica de São Marcos, localizada em Veneza, é repleta de mosaicos. (não há uma opinião sobre o que está sendo observado)

Descrição subjetiva: A deslumbrante Basílica de São Marcos, localizada em Veneza, é repleta de belíssimos mosaicos. (pelo uso dos adjetivos, nota-se as impressões do autor)

Características da tipologia descritiva

  • aponta os principais atributos e aspectos de algo;
  • realiza um retrato verbal sobre algo;
  • valoriza os detalhes, os pormenores e as minúcias;
  • utiliza muitos adjetivos para detalhar o objeto descrito;
  • usa verbos de ligação (ser, estar, parecer) para demostrar o objeto descrito;
  • presença de verbos no pretérito imperfeito e no presente do indicativo para descrever cenas;
  • recorre às metáforas e comparações que permitem uma melhor imagem mental do que está sendo descrito.

Exemplos de textos da tipologia descritiva

Os principais exemplos de textos descritivos são:

  • manuais de instruções
  • retratos falados
  • diários
  • notícias
  • biografias

Todos eles são textos descritivos, em que há um retrato verbal realizado pelo autor (emissor).

Tipologia dissertativa (dissertação)

A dissertação é, de maneira geral, um tipo textual opinativo e argumentativo. Além disso, pode ser persuasivo, já que tem como intuito defender uma ideia ou um conceito sobre determinado assunto através de argumentações pautadas em dados, estatísticas e exemplos concretos.

Os autores que fazem uso dessa tipologia textual, pretendem convencer seus leitores a partir de suas opiniões e juízos de valor fundamentados em pesquisas que realizaram ou em conhecimentos que possuem sobre o tema.

Vale ressaltar que a opinião deve ser apresentada na terceira pessoa do plural (nós, eles) e não na primeira pessoa do singular (eu).

Embora em sua maioria os textos dissertativos sejam argumentativos, há também outra subcategoria denominada de textos dissertativos-expositivos. Nesse caso, as ideias, conclusões e conceitos apresentados são expostos de maneira neutra e imparcial, sem que o autor se posicione mostrando sua opinião.

Características da tipologia dissertativa

  • textos escritos na terceira pessoa do plural (nós, eles);
  • presença de apreciações, opiniões e juízos de valor do autor do texto;
  • foco na formação da opinião do leitor, persuadindo-o;
  • uso da norma culta (linguagem formal);
  • recorre à coerência e à coesão para criar uma argumentação lógica e bem conectada pelos elementos coesivos;
  • utilização de dados, exemplos e estatísticas de outras pesquisas para corroborar suas ideias;
  • explicações fundamentadas em outros autores, por exemplo, para a defesa do tema com mais propriedade.

Exemplos de textos da tipologia dissertativa

Os principais exemplos da textos dissertativos são:

  • artigos
  • monografias
  • resenhas
  • ensaios
  • editoriais

Todos eles são escritos com uma linguagem formal e pretendem apresentar (textos dissertativos-expositivos) ou defender uma ideia sobre determinado assunto, convencendo o leitor (textos dissertativos-argumentativos).

Tipologia expositiva (exposição)

A exposição é um tipo textual que apresenta informações sobre determinado assunto. Diferente dos textos argumentativos, que utiliza opiniões e juízos de valor para defender uma ideia, essa tipologia foca em reunir informações e apresentar de maneira coerente e imparcial, sem opiniões que convençam o leitor.

Esse tipo textual pode ser produzido de duas maneiras: textualmente (através de um texto) ou oralmente (através da fala).

Para entender melhor, vamos pensar no seminário da escola em que as duas modalidades da tipologia expositiva são utilizadas (escrita e oral). A apresentação projetada no PowerPoint é um texto expositivo escrito, e a explicação do tema pelos alunos é feita através da fala das pessoas, configurando um texto expositivo oral.

Características da tipologia expositiva

  • textos escritos ou orais sem opiniões do autor;
  • uso de uma linguagem clara e direta;
  • produções textuais informativas e objetivas, sem juízo de valor;
  • uso de informações, dados e referências para expor o tema;
  • recorre à conceituação e definição para explicar os temas;
  • utiliza comparações e enumerações para facilitar o entendimento.

Exemplos de textos da tipologia expositiva

Os principais exemplos de textos expositivos são:

  • palestras
  • entrevistas
  • seminários
  • verbetes de dicionários
  • verbetes enciclopédicos

Todos eles apresentam informações objetivas, ou seja, isentas de subjetividades e duplas interpretações.

Tipologia injuntiva (injunção)

A injunção é um tipo textual que pretende instruir ou ensinar alguém a fazer algo, por isso, apresenta uma sucessão de informações que podem estar organizadas em pequenos parágrafos ou numerada em passos. A ideia central é levar a uma ação por parte do receptor (ou leitor) que recebe a mensagem.

Esses textos precisam ser claros e objetivos para não gerar dúvidas ou duplas interpretações em quem está lendo. Pense, por exemplo, no manual de instruções de um móvel. O objetivo é indicar um passo a passo de tudo o que deve ser feito, como deve ser feito e quais ferramentas serão necessárias para realizar essa tarefa.

Características da tipologia injuntiva

  • visam instruir ou ensinar algo à alguém;
  • foco na explicação e no método para a realização de algo;
  • textos objetivos, sem espaço para outras interpretações;
  • uso da linguagem simples e objetiva, e, por vezes, técnica;
  • presença da linguagem formal, baseada na norma culta;
  • utilização de verbos no imperativo, que denotam ordem.

Exemplos de textos da tipologia injuntiva

Os principais exemplos de textos injuntivos são:

  • propagandas
  • manuais de instruções
  • bulas de remédios
  • receitas culinárias
  • regulamentos

A grande semelhança entre eles é que todos oferecem instruções, dando informações e indicações sobre algum procedimento.

Diferença entre tipologia textual e gêneros textuais

As tipologias textuais são textos orais ou escritos que possuem uma estrutura fixa e objetivos bem definidos: relatar um acontecimento, descrever uma pessoa, defender ou apresentar uma ideia, ensinar a fazer algo. Elas são classificadas em cinco tipos: narração, descrição, dissertação, exposição e injunção.

Já os gêneros textuais são textos orais ou escritos mais específicos determinados pela intenção comunicativa e o contexto em que são utilizados. Considerando as principais características e estrutura das tipologias existentes, eles surgem dos cinco tipos de texto.

  • Exemplos de gêneros textuais narrativos: romance, conta e novela.
  • Exemplos de gêneros textuais descritivos: biografia, cardápio e notícia.
  • Exemplos de gêneros textuais dissertativos: monografia, artigo e resenha.
  • Exemplos de gêneros textuais expositivos: seminário, palestra e entrevista.
  • Exemplos de gêneros textuais injuntivos: receitas, propagandas e manuais.

SIGNIFICADO DE MAIORIDADE PENAL:

O que é Maioridade penal:

Maioridade penal é a idade mínima que uma pessoa pode ser julgada criminalmente por seus atos como um adulto. No Brasil, e em vários países do mundo, a maioridade penal começa a partir dos 18 anos de idade.

Também conhecida por maioridade criminal, esta é considerada uma linha divisória na forma como o tratamento de determinado ato deverá ser julgado. Para os indivíduos que possuem idade superior a estabelecida pela maioridade penal, todo o processo de julgamento é regido pelas leis do Código Penal do país.

Os menores de idade, no entanto, caso comentam atos ilegais, devem ser julgados e punidos de acordo com a legislação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A maioridade penal não precisa estar diretamente relacionada com a maioridade civil, sendo que em alguns países a idade mínima para se punir criminalmente um indivíduo é inferior que a idade legal para votar, dirigir, trabalhar e etc.

Cada país pode estabelecer a idade mínima da maioridade penal, porém o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aconselha os 18 anos, pois supostamente, de acordo com critérios sociais e biológicos, até esta idade o indivíduo encontra-se em processo de desenvolvimento.

Maioridade penal e responsabilidade penal

Não se deve confundir maioridade penal com responsabilidade penal. Os jovens, a partir dos 12 anos de idade, já podem responder por atos infracionais, no entanto, seguindo uma linha socioeducativa.

O objetivo da punição para os indivíduos menores de 18 anos não é o de fazê-los sofrer pelos crimes que cometeram, mas sim ajudar a preparar o jovem para a vida adulta, ajudando-o a recomeçar de maneira mais digna.

Maioridade penal no Brasil

No Brasil, a maioridade penal é aos 18 anos de idade, de acordo com o que estabelece a Constituição Federal de 1988 no artigo 288.

O artigo 27 do Código Penal deixa explicito que “os menores de dezoito anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial”. Portanto, os menores de 18 anos ficam sob as regras estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Redução da menoridade penal no Brasil

No entanto, nos últimos anos, o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 171/93, ganhou a atenção dos políticos e de grande parcela da população brasileira. A proposta da PEC é diminuir a idade mínima da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Trata-se de uma grande discussão que divide o país em duas correntes de pensamento. De um lado estão as pessoas que defendem o “endurecimento” do regime judiciário, na tentativa de punir os jovens criminosos pelos seus atos como adultos.

Do outro lado estão os cidadãos que acham mais plausível investir na melhoria do sistema socioeducativo para ajudar os menores de idade a saírem do mundo do crime e reingressarem na sociedade.

Os opositores da proposta de redução ainda alegam que o atual sistema carcerário brasileiro não ajudaria a corrigir o problema da violência, sendo que as prisões são consideradas “escolas do crime” e não centros de reabilitação.

Os principais argumentos a favor da redução da maioridade penal são os seguintes:

  • As medidas previstas no ECA não são suficientes para educar e recuperar o jovem que comete um crime.
  • Os adolescentes são usados pelas organizações criminosas, já que as penas aplicadas aos menores de idade são mais amenas.
  • Jovens de 16 ou 17 anos já possuem consciência crítica suficiente para saber o que é um crime.

Já os argumentos contrários à redução são:

  • Não é a prisão de mais jovens que diminui os níveis de criminalidade, é o investimento em educação e trabalho.
  • A redução da maioridade é contrária à previsão de proteção dos jovens que consta da Convenção sobre os Direitos da Criança.
  • O Brasil já possui um problema de superlotação carcerária que ficará ainda mais grave com o aumento do número de prisões.

Maioridade penal no mundo

Em boa parte dos países a maioridade penal acontece aos 18 anos. Entretanto, há regiões que possuem regras diferentes. Veja quais são as idades consideradas em alguns países:

  • Estados Unidos: 12 anos (na maior parte dos estados americanos),
  • Canadá: 14 anos (para crimes graves),
  • Turquia: 15 anos,
  • Estônia: 17 anos,
  • Áustria: 19 anos.

PSICOSE,NEUROSE, E PERVERSÃO, UMA OUTRA PESPECTIVA:

Analisaremos agora cada uma delas de forma mais detalhada, incluindo suas subdivisões.

Um dos pontos essenciais quando se trata de compreender essas estruturas mentais supracitadas é o seu funcionamento. Cada uma delas possui, segundo Freud, uma mecanismo de defesa específico. Esse mecanismo de defesa nada mais é do que uma forma inconsciente que a mente do indivíduo encontra para lidar com o sofrimento que advém do Complexo de Édipo.

PSICOSE

Na estrutura denominada Psicose, encontramos ainda três subdivisões: paranoia, autismo e esquizofrenia. O mecanismo de defesa dessa estrutura é conhecido como Foraclusão ou Forclusão, termo desenvolvido por Lacan.

O psicótico encontraria fora de si tudo que exclui de dentro. Nesse sentido, ele incluiria para fora os elementos que poderiam ser internos. O problema para o psicótico está sempre no outro, no externo, mas nunca em si.

Na Paranoia, ou, Transtorno de Personalidade Paranoide, trata-se do outro que o persegue. O sujeito sente-se perseguido, vigiado e até mesmo atacado pelo outro. No Autismo, trata-se do outro que quase não existe. Isola-se do outro e foge-se da convivência e comunicação com o outro.  Já na esquizofrenia, o outro pode aparecer de inúmeras formas. O outro é o surto, um estranho, um monstro ou qualquer outra coisa. No caso da esquizofrenia, o que fica mais evidente é a dissociação psíquica.

Outra característica da Psicose é que, diferente do que acontece com indivíduos com outras estruturas mentais, a própria pessoa acaba revelando, ainda que de forma distorcida, os seus sintomas e distúrbios.

ALGUNS SINTOMAS DA PSICOSE

Os sintomas podem variar de acordo com o paciente mas, no geral, são sintomas voltados a mudanças no comportamento do individuo, alguns são:

  • Alterações de humor
  • Confusão nos pensamentos
  • Alucinações
  • Mudanças repentinas nos sentimentos

NEUROSE

Já a Neurose, por sua vez, divide-se em histeria e neurose obsessiva. Seu mecanismo de defesa é o recalque ou repressão.

Então, enquanto o psicótico encontra sempre fora de si o problema, e acaba por revelar seus distúrbios, ainda que de forma distorcida, o neurótico age da forma oposta.

O conteúdo problemático é mantido em segredo. E não só para os outros, mas para o próprio indivíduo que sente. O neurótico guarda dentro de si o problema externo. É disso que se trata o recalque ou repressão.

Portanto, para que alguns conteúdos fiquem recalcados ou reprimidos, a neurose provoca no indivíduo uma cisão da psique. Tudo o que é doloroso é recaldado e permanece obscuro, causando sofrimentos que o indivíduo mal pode identificar – apenas sentir. Por não poder identificá-los a pessoa passa a reclamar de outras coisas, de sintomas que sente (e não da causa).

No caso da histeria, o indivíduo permanece dando voltas em torno de um mesmo problema insolúvel. É como se a pessoa nunca conseguisse encontrar a verdadeira causa de sua frustração, por isso as constantes reclamações. É possível identifica ainda uma busca constante por um objeto ou uma relação idealizada, na qual o indivíduo deposita aquela frustração recalcada. Isso, logicamente, leva a mais frustrações.

Na Neurose Obsessiva o indivíduo permanece também dando voltas em torno dos mesmos problemas. Nesse caso, no entanto, existe uma forte tendência em organizar tudo ao seu redor. Essa necessidade de organização externa seria um mecanismo para evitar pensar nos problemas reais recalcados em seu interior.

PERVERSÃO

O mecanismo de defesa específico da perversão é a denegação. Ele poder ser compreendido através do fetichismo.

Freud coloca que muitos indivíduos que faziam análise com ele apresentavam fetiches como algo que os traria apenas prazer, algo até mesmo louvável. Esses indivíduos nunca o procuravam para falar desse fetichismo, ele aprecia apenas como uma descoberta subsidiária. Assim se dá a denegação: a recusa em reconhecer um fato, um problema, um sintoma, uma dor.

PSICOSE, NEUROSE E PERVERSÃO – Uma outra perspectiva

Outra forma de compreender e analisar a psicose, neurose e perversão psíquicas apresentadas (Psicose, Neurose e Perversão) é a partir do tipo de angústia específico de cada uma delas. Nessa perspectiva incluímos ainda a Depressão, que se relaciona com a Psicose. Haveria, por exemplo, a Psicose Maníaco-depressiva – que é atualmente chamada de Transtorno Bipolar.

desta forma podemos dizer à respeito da psicose, neurose e perversão:

  • No caso da Psicose, a angústia é a angústia da entrega. Sua dor resultaria sempre do outro, de sua entrega ao outro (foraclusão). Essa forma de pensar é o que impede que muitos psicóticos procurem análise ou terapia.
  • Na Depressão, a angústia é a da realização. O indivíduo não consegue se sentir bom o bastante para as próprias expectativas. A melhora pessoal nunca é suficiente. Podemos dizer, para sermos mais específicos, que a angústia da depressão é a da autorrealização. Resultaria de uma ferida narcísica o sentimento de diminuição pessoal.
  • Na Histeria encontramos a angústia da permanência. O desejo do indivíduo nunca permanece – há uma mudança constante no objeto em que ele deposita sua vontade. Por isso, a angústia é a angústia de permanecer fixo em um lugar ou desejo único.
  • Na Neurose Obsessiva identifica-se o oposto do que ocorre na histeria: o desejo parece morto. A angústia seria justamente a angústia de mudar, já que o indivíduo deseja a permanência.
  • Perversão não aparece nesse quadro assim como dificilmente aparece na análise psicanalítica. Isso porque o perverso não enxerga a angústia, ou, pelo menos, não a enxergar como advinda da perversão. Poderíamos dizer, por isso, que ele denega sua angústia.

CUIDADO COM AS CONSEQUÊNCIAS

“Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e o juízo.”

Eclesiastes 8:5

“Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade.”

Eclesiastes 7:15

“Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.”

Mateus 5:45

Aqui não temos uma contradição, mas sim um pensamento complementar: aqueles que guardarem os mandamentos podem até ter dias ruins debaixo do sol, mas não experimentarão o mal na eternidade.

Talvez por isso ele diga que o sábio, aquele que entendeu que há tempo para todas as coisas, inclusive para o justo chorar, vai saber discernir qual tempo ele está vivendo. O tempo onde nossa fidelidade trará o fruto será, principalmente, na eternidade.

Não é a primeira vez que vemos o pregador nos ensinando sobre manter o foco naquilo que é eterno. Este é um tema que aparece mais de uma vez no livro de Eclesiates.

“Porque para todo o propósito há seu tempo e juízo; porquanto a miséria do homem pesa sobre ele.”

Eclesiastes 8:6

Aqui ele nos lembra da nossa miséria, talvez para não considerarmos apenas o versículo imediatamente anterior e acharmos que não teremos nenhum mal nessa vida.

Precisamos nos lembrar de nossa miséria, de que sem Deus não somos nada, de que somos totalmente dependentes dele.

“Porque não sabe o que há de suceder, e quando há de ser, quem lho dará a entender?”

Eclesiastes 8:7

Então ele volta a afirmar que não sabemos o que há de ser, ou seja, não podemos crer que não sofreremos nenhum mal debaixo do sol, pois não sabemos o que vai acontecer. Sabemos apenas que, se guardarmos o mandamento, estaremos livres da ira divina no dia do juízo.

Essa é uma notícia fantástica para os que temem a Deus e desesperadora para aquelas pessoas que não ignoram os mandamentos do SENHOR.

“Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal.”

Eclesiastes 8:11

O que o pregador está nos ensinando aqui é que se as pessoas tivessem noção da eternidade, de que a impiedade delas, cedo ou tarde, trará o seu fruto, a impiedade seria menor. Mas nós somos imediatistas, queremos ver o resultado de tudo o que faz o quanto antes. Sem a graça de Deus não temos como perceber o que é eterno, não temos como valorizar o que é eterno.

“Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, contudo eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus, aos que temem diante dele.”

Eclesiastes 8:12

Então o pregador diz que mesmo que não vejamos o ímpio pagando pelos seus erros aqui nessa vida, com certeza – e essas são palavras fortes do pregador – ele sabe que, na eternidade, isso terá um peso.

Com este capítulo temos 2 apelos:

1 – Precisamos aprender a valorizar a eternidade, deixando de focar naquilo que é passageiro, naquilo que o pregador, sabiamente, chama de vaidade.

2 – Não podemos desejar que o ímpio pague pelos seus erros. Muitas vezes a nossa justiça quer ver o ímpio pagando, indo para o inferno. Se esse sentimento existe em nós precisamos nos conectar com o coração de Cristo, que deseja que todos se salvem.

O RACISMO E A CONDIÇÃO DE SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA:

Um dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde é a equidade. Mas, será que ele é colocado em prática? vamos falar sobre o impacto do racismo estrutural na condição de saúde da população negra. O assunto é sério e deve ser de interesse de todos.

O racismo estrutural e a condição de saúde da população negra

Para a profissional, o racismo afeta de todas as formas. o fato do Brasil não se ver como um país racista, mascara uma realidade cruel vivida diariamente pelos negros.

Afinal, quem nunca escutou que aqui “somos todos mestiços”. Esse comportamento, é um complicador: “ Isso faz dificultar o acesso a saúde, pois se somos todos mestiços, as estratificações deixam de ser feitas, os dados oficiais deixam de ser gerados, os agravos  deixam de ser analisados conforme  cor/raça,  dificultando a implementação  de políticas específicas de saúde para população negra, pensando na aplicabilidade de um  dos princípios fundamentais do sus, que é a equidade e nos mantendo na  invisibilidade quanto às nossas vulnerabilidades na saúde”.

Dados comprovam

Dados do DataSus sobre prematuridade, referentes aos resultados preliminares de 2020, por exemplo, comprovam o que as pesquisas indicam.

O fato é que no período tivemos uma média de 31.347 óbitos infantis, sendo que 16.630 estavam entre a população negra. Dentre as crianças nascidas vivas no Brasil, foram 20.606 prematuros. Desses, 18.024 foram da raça negra (aproximadamente 90%) – com um total de 15.159 nascidos entre 32 e 36 semanas de idade gestacional.

Pesquisadores comentam que as crianças negras estão nascendo mais precocemente, sendo submetidas à maior situação de risco de morte. Elas, portanto, devem apresentar maiores agravos durante o desenvolvimento infantil.

Além disso, precisarão de um maior período de acompanhamento com equipe multiprofissional para adequar o desenvolvimento neurológico psíquico e motor. Isso, claro, acarretará maior demanda de tempo e investimento financeiro dessa família.

Sem dizer que, que por muitas vezes, os familiares precisarão sair do trabalho para atender as necessidades da criança – acompanhamento médico, fisioterápico, fonoaudiológico, nutricional, entre outros, de maneira rotineira.

Ou seja, é uma bola de neve, considerando que esse grupo racial já vive em maior situação de vulnerabilidade social e econômica

Colorismo

especialistas frisam: negro é a junção de preto e pardo, segundo critérios utilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e isso faz parte da fragmentação pelo colorismo.

O colorismo ou a pigmentocracia nada mais do que a discriminação pela cor da pele. É disso que estamos falando e, infelizmente, trata-se de uma realidade muito comum não só no Brasil.

Esse conceito destaca que quanto mais pigmentada uma pessoa for, mais exclusão e discriminação ela irá sofrer.

Aqui vale lembrar também que a pessoa pode ser negra de pele preta ou negra de pele parda. É uma questão autodeclarada.

Como podemos combater o racismo na saúde

Quando falamos de acesso e assistência à saúde da população negra, falamos também das pessoas que estão na linha de frente. Entre elas estão enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e dentistas.

Para a equipe multiprofissional de saúde avançar contra o racismo, é fundamental se informar, buscar se atualizar e ampliar conhecimentos sobre as necessidades de saúde da população negra. Sempre, tendo empatia sobre os seus itinerários terapêuticos, que são em sua maioria um caminho de via crucis. Sem exageros.

Ou seja, os caminhos percorridos por indivíduos pertencentes a camadas de baixa renda para tentarem solucionar seus problemas de saúde são bem sofridos. O acesso a informações de prevenção e promoção de saúde é também um complicador.

Quanta doença poderia ser evitada se esse acesso fosse mais justo?

“Um ponto simples de ser executado e que gera uma diferença muito grande nos sistemas de informação de saúde é valorizar o preenchimento do critério cor|raça em todas as fichas, principalmente nos serviços públicos e nas fichas de notificação compulsória”, defende a nossa especialista.

Processo de Saúde como abordar o racismo:  

Para que a realidade do atendimento possa acompanhar as necessidades e demandas específicas da população negra – atendendo aos princípios básicos do SUS, como equidade e universalidade, por exemplo, é preciso penar no processo formativo de quem faz saúde no Brasil.

É necessário abordar a saúde da população negra em cursos técnicos até a formação na academia, sem esquecer de fortalecer o processo nas especializações e na educação continuada.

“O negro precisa ser respeitado como qualquer outro cidadão em sua totalidade. Se velamos esse debate nesses espaços, fortalecemos esse ciclo vicioso, latente e nocivo que irriga a sociedade. Precisamos tornar o debate sobre o tema mais plural e transversal aos saberes em saúde”.

Pesquisadores relatam que os profissionais de saúde negros comumente sofrem racismo em seus locais de trabalho. “O saber do profissional de saúde negro é sempre contestado independente de sua qualificação, capacidade e habilidade. Rotineiramente, nas unidades de saúde negros usando jalecos segundo a visão popular nunca estarão ocupando os espaços de médicos ou médicas ou dentistas, nem em um cargo de coordenação”.

Pesquisadores mostram que já viu, em muitos serviços públicos, pessoas autodeclaradas brancas se negarem a serem avaliadas por médicos e médicas negras. Também já se presenciou muitos serviços privados, de maneira velada, não contratarem profissionais de saúde de pele preta por não atenderem os interesses do público local.

Para mudar isso, é preciso, admitir que o Brasil é racista, conscientizar e denunciar atos e empresas e buscar a penalização judicial do evento. Se calar é sempre a pior opção.

Também é preciso voltar à questão do processo formativo e da atualização sobre a realidade do negro brasileiro. Assim como transformar processos, políticas públicas e a melhor opção.

Acesso à saúde da população negra como melhorar?

É fato que o acesso à saúde da população negra só pode melhorar com a implementação de políticas adequadas de saúde com foco nesta população.

Além da implementação, essas políticas precisam fomentar programas que sejam de fácil acesso e funcionem de maneira integral. É o que explica os especialistas: “de nada adianta existir uma política para a saúde da população negra que tenha um programa para acompanhamento da hipertensão, mas que esse acompanhamento não seja realidade nas unidades de saúde da família, por exemplo”.

O PODER DO QUE FALAMOS!TEXTO ( PROVÉRBIOS 18:2O-21 )

“Do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se satisfaz. A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.” (Provérbios 18: 20 e 21)

Entender que palavras são sementes é esclarecedor e libertador. O que temos dito? O que nossa boca tem declarado?

Nossas palavras criam realidades. O versículo citado nos diz que a língua tem PODER. Sábio é quem a utiliza bem, para colher bons frutos dela.

A Palavra de Deus nos ensina como podemos viver dias longos e felizes nesta terra, e o mais interessante é que a instrução para viver assim é ter CUIDADO com aquilo que FALAMOS.

“Se vocês quiserem uma vida feliz e boa, mantenham domínio sobre a língua e guardem os lábios de dizerem mentiras.” (I Pedro 3:10 )

No final das contas o princípio é claro: Fale certo e você terá certo. Fale errado e você terá errado.

Existem pessoas que já acordam semeando palavras ruins em seu próprio dia: reclamando da vida, das circunstâncias e situações…E é aqui que está a chave: não precisamos falar sobre o que estamos vendo. Devemos falar sobre o que estamos crendo! Quando fazemos assim, semeamos a semente certa, e uma nova realidade é gerada.

“O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias. (Provérbios 21:23)

Mude as realidades ao seu redor com a semente correta. A Palavra é semente. Tudo o que não está de acordo com ela pode ser mudado se você tão somente puder crer e declarar o que Deus diz. Fiz uma lista do “Nunca mais”. Coisas que devemos decidir que nunca mais diremos! Vou compartilhar com vocês aqui: 

“Nunca mais direi “não posso”, pois “tudo posso naquele que me fortalece” (Fil 4:13).

– “Nunca mais direi que “não tenho”, pois “o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de minhas necessidades” (Fp 4:19). 

– Nunca mais direi que “tenho medo”, “porque Deus não nos tem dado um espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (II Tm 1:17). 

– Nunca mais direi que “tenho dúvidas ou falta de fé”, porque eu tenho “a medida da fé que Deus repartiu a cada um “ (Rm 12:3).

– Nunca mais direi que sou fraco, porque “o Senhor é a fortaleza da minha vida” (Sl 27:1) e “o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (Dn 11:32). 

– Nunca mais temerei a Satanás, porque “maior é aquele que está em mim do que aquele que está no mundo” (I João 4:4).

– Nunca mais direi que estou derrotado, porque Deus “em Cristo sempre me conduz em triunfo” (II Co 2:14).

– Nunca mais direi que “não tenho sabedoria”, pois “Cristo Jesus se tornou da parte de Deus sabedoria para mim” (I Co 1:30). 

– Nunca mais direi que estou doente, pois “pelas suas pisaduras fui sarado” (Is 53:5) e Jesus “mesmo tomou as minhas enfermidades e carregou com as minhas doenças” (Mt 8:17). 

– Nunca mais direi que “estou preocupado e frustrado”, pois estou “lançando sobre ele toda a minha ansiedade porque Ele tem cuidado de mim” (I Pe 5:7).

– Nunca mais direi que “estou preso” pois, “onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade” (II Co 3:17). Meu corpo é o templo do Espírito Santo!

  Nunca mais direi que “estou condenado”, pois “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). Estou em Cristo, portanto estou livre de condenação.

Que declarações poderosas! Ao invés de semear errado, tome esta lista como exemplo de coisas que você pode dizer sobre si mesmo. Semeando estas palavras você colherá e se fartará do fruto delas.

Nunca reclamará da colheita aquele que escolheu bem as suas sementes!

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